Militares procuram ‘fichas limpas’ da PM e da Civil para chefiarem corporações no RJ

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A intervenção federal no Rio deverá ter os principais nomes da cúpula da segurança pública definidos esta semana. O coronel Wolney Dias, comandante da Polícia Militar, e delegado Carlos Leba, da Polícia Civil, não deverão permanecer nos cargos. O novo secretário de Segurança, general Richard Fernandez Nunes quer, nos dois cargos, quadros das corporações.

Logo após a assinatura do decreto de intervenção, cogitou-se colocar militares no comando das polícias. A idei foi rechaçado por Nunes. O objetivo dos generais é encontrar nomes com as “fichas limpas”, sem máculas nos currículos, para que sejam bem aceitos pela população. Hoje, o presidente Michel Temer prometeu anunciar quem será titular do novo Ministério da Segurança Pública.

Para a PM, o nome mais cotado, nos bastidores, é o do coronel Mário Sérgio Duarte, que está na reserva e já foi comandante da corporação entre 2009 e 2011. Mário Sérgio já trabalhou com o interventor, general Walter Braga Netto, no plano de segurança dos Jogos Olímpicos de 2016 e é amigo do militar.

Um fator, entretanto, pesa contra a nomeação de Duarte: o coronel pediu exoneração do comando da PM após a prisão do tenente-coronel Cláudio Oliveira, suspeito de ser o mentor da morte da juíza Patrícia Acioli, em 11 de agosto de 2011. Na época, Mário Sérgio assumiu ter errado ao tirar Cláudio da área administrativa e apostado nele para comandar o 7º BPM (São Gonçalo), onde a juíza atuava.

Outro nome com boa aceitação entre os militares para a PM é o do coronel Aristeu Leonardo Tavares, também da reserva. Pesa a favor de Tavares a sua proximidade com militares, por conta dos cargos que ocupou nos últimos anos: atuou no Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos, como gerente regional em operações de segurança e, depois, foi diretor da Força Nacional de Segurança Pública. Fora da polícia, ele já atuou como juiz de futebol.

Entre os candidatos a chefe de Polícia Civil, os nomes cotados são os dos delegados Rivaldo Barbosa e Rodrigo Oliveira. O primeiro é diretor da Divisão de Homicídios, enquanto Oliveira é chefe da Coordenadoria de Recursos Especiais (Core). Os dois já passaram pelas fileiras das Forças Armadas. Rivaldo foi militar da Aeronáutica; já o chefe da Core foi tenente e atuou no 1º Batalhão de Polícia do Exército, na Tijuca.

Os perfis são bem diferentes. Rivaldo foi subsecretário de Inteligência durante a gestão do ex-secretário de Segurança José Mariano Beltrame, mas se tornou conhecido da população atuando na investigação de casos de homicídios. O delegado estava à frente da DH quando a especializada investigou o desaparecimento do ajudante de pedreiro Amarildo de Souza, na Rocinha, em julho de 2013.

Já Rodrigo Oliveira se destaca por ser extremamente operacional. É considerado um estrategista em operações de campo. Em 2007, na Favela da Coreia, em Senador Camará, ele foi ferido no pescoço com um tiro. Todos os nomes citados foram procurados pelo GLOBO, e negaram ter recebido convites.

 

Com Extra

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