‘PMERJ Presente’: ato de PMs usará frase citada em manifestações por Marielle

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RJ 18/03/2018 METROPOLE / ATO / MARIELLE FRANCO - Ato organizado na favela da Maré por entidades da sociedade civil e grupos comunitários do complexo de favelas da Maré, na zona norte do Rio, para cobrar empenho na investigação da morte da vereadora Marielle Franco (PSOL) e homenagear a vítima, que foi moradora dessa comunidade. NA FOTO Luyara Santos, filha de Marielle Franco FOTO WILTON JUNIOR / ESTADÃO

Uma manifestação chamada por policiais militares está usando em sua convocação a frase “PMERJ Presente!”, em alusão às palavras de ordem  ouvidas nas ruas nos atos em memória da vereadora Marielle Franco (PSOL), executada há uma semana

Eles desejam que o esclarecimento de mortes de policiais – 134 em 2017 – receba o mesmo empenho da Polícia Civil que, acreditam, está sendo empregado nas investigações para se chegar aos assassinos de Marielle, disse Nilton Silva, do grupo SOS Polícia, que está apoiando a manifestação.

“Você é PM? Tá cansado de maus tratos do Estado? Tá cansado de ver os colegas tombados e nada ser feito?”, diz o chamado para o protesto, marcado para este domingo, 25, às 10 horas, na Praia de Copacabana.

A mensagem está circulando em redes sociais. A organização é da Associação Somos Todos Sangue Azul, criada por parentes de policiais, que cobra ações do Estado para evitar mais mortes e elucidar os crimes.

“Como teve o ‘Marielle Presente!’, criaram o ‘PMERJ Presente!’. A gente está pedindo que haja investigação isonômica para todos os que morrem, não só políticos, juízes, desembargadores. Que os crimes contra PMs sejam investigados com a eficiência que está se buscando. Morreu uma pessoa da maneira como ela morreu, e os policiais estão morrendo também”, disse Nilton Silva.

Os colegas das vítimas se ressentem do fato de as investigações não serem divulgadas nos casos de PMs mortos. “A gente não sabe quantos crimes foram desvendados, que marginais foram presos. Não se pode aceitar a morte de policiais, não pode ser banalizado. É uma ofensa ao Estado. A gente também é ser humano, tem família, quer a busca de uma resposta”, afirmou.

 

 

Com Estadão

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