Pela primeira vez desde 1958, a Itália não irá à Copa do Mundo. Nesta segunda-feira, após perder o jogo de ida, em Estocolmo, por 1 a 0, a Azzurra, mesmo com o estádio lotado em Milão, não passou do empate sem gols com a Suécia, que vai ao Mundial da Rússia ano que vem.

Mesmo jogando em casa, à frente de sua (nervosa) torcida, a Itália parecia se ressentir de vocação ofensiva. Com o volante brasileiro naturalizado Jorginho, do Napoli, estreando como titular, a Azzurra ocupada o campo adversário, mas sem ameaças reais. Escalada pelo conservador treinador Gian Piero Ventura com três zagueiros (Barzagli, Bonucci e Chiellini), a equipe ia à frente sem muita objetividade. Já os suecos começaram o jogo muito concentrados, sem perder a calma, e conseguiram roubar boas bolas no ataque. Em duas delas a bola bateu na mão de defensores italianos dentro da área, mas o juiz espanhol Mateu Lahoz não deu pênalti.

Aos 40, a melhor chance: a defesa sueca parou pedindo impedimento, e o centroavante Immobile recebeu a bola sozinho diante do goleiro, mas o chute resvalou em Olsen e Lustig conseguiu cortar antes que chegasse ao gol. Depois de um primeiro tempo inseguro, a Itália encerrou a etapa com uma blitz para cima dos suecos, que se encolheram e evitaram a abertura do placar na base do chutão. Os anfitriões saíram um pouco mais confiantes, mas a tensão ainda era o sentimento predominante no campo e na arquibancada.

O segundo tempo começou como o primeiro tinha terminado: com apenas 45 minutos para fazer dois gols — na fase de grupos, foram 21 em 10 jogos contra adversários como Albânia, Macedônia e Liechtenstein, nos quais a Espanha, campeã da chave, marcou 36 vezes —, os italianos já começaram rondando a área sueca. Com um minuto, Darmian já tinha recebido um cruzamento de Candreva dentro da área e sido derrubado por Osltig, em mais um pênalti ignorado pelo juiz. Aos oito, Florenzi acertou um voleio que passou perto da trave de Olson.

Com o tempo cada vez mais curto, a Itália se lançou à frente, mas o nervosismo e a falta de um articulador (o camisa 10, que na terra de Pirlo é chamado de “fantasista”) levavam a equipe a lançar bolas na área a esmo, facilitando a vida da zaga sueca, que rebatia como podia. A partir dos 30 minutos, a equipe escandinava, mais organizada, passou a levar menos sufoco e até a ameaçar, principalmente quando os contra-ataques era liderados pelo rápido e habilidoso Forsberg. Sob vaias histéricas da torcida, a Itália — àquela altura com mais um atacante, Bernardeschi, no lugar do lateral Candreva — atacava na base do esforço individual. Os melhores momentos vinham da agilidade do “Faraó” El Shaarawy e suas combinações pela esquerda com zagueiro Chiellini, improvisado na lateral. A bola pipocava muito dentro da área, mas as chances reais de gol eram raras.

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