Cientistas estudam uma forma de clonar uma espécie de leão-das-cavernas extinta há mais de 50 mil anos após o fóssil de um filhote da espécie ser encontrado em estado “perfeito” de conservação, com a cabeça descansando nas patas nas proximidades da margem de um rio do distrito de Yakutia, na Rússia. Uma análise sugere que ele tenha morrido por volta das oito semanas de vida, com 45 centímetros de altura e quatro quilos. Como o animal era muito novo, não foi possível detectar qual o sexo dele. A expectativa dos cientistas, agora, é utilizar as células conservadas pela baixa temperatura para reproduzí-lo em laboratório.

“Todos os órgãos sobreviveram ao tempo em estado perfeito de conservação. Não há nem registro de ferimentos externos na pele. Isso nos dá grandes esperanças de clonar a espécie”, afirmou Dr. Albert Protopopov, cientista da Academia de Ciências de Sakha, em entrevista ao jornal russo The Siberian Times. Os cientistas acreditam que o animal tenha morrido há cerca de 55 mil anos atrás, tempo que coincide com a extinção do animal, sumido completamente da Terra, de acordo com cientistas, há 50 mil anos. Os leões-da-caverna eram carnívoros que na Era do Gelo viviam na Ásia e Europa. O filhote só foi encontrado porque o nível do rio Tirekhtykh desceu mais do que o normal, permitindo que moradores da região avistassem o “corpo”.

O clone de animais já é uma realidade no oriente. Na Coreia do Sul, por um investimento de US$ 100 mil (cerca de R$ 340 mil) já é possível “encomendar” um clone do seu próprio pet antes dele morrer. Eles tiram cerca de 8 milímetros de pele do bicho e a enviam para um laboratório em Seul, onde as células se misturam com um óvulo, que tem previamente o DNA “apagado” em laboratório. Assim, o embrião é implantado em outro bicho (da mesma espécie), que trabalha como uma “barriga de aluguel”. Como os cientistas farão o clone utilizando um animal de outra espécie, porém, já é um mistério.

Com Diário de Pernambuco

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