Luana de Almeida Domingos, de 32 anos, foi condenada por prestar serviços para a organização criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC). Ela é advogada, modelo e trabalhou como repórter do programa SuperPop, da RedeTV!, entre 2012 e 2015. Luana estava foragida e foi presa em julho, no litoral paulista. Passou cinco meses em prisão preventiva e, agora, recebeu pena de cinco anos e três meses de prisão em regime semiaberto pelo juiz Gabriel Medeiros, da 1º Vara da Comarca de Presidente Venceslau.

A ex-repórter foi condenada por prestar serviços para uma espécie de célula jurídica da facção, batizada de Sintonia das Gravatas ou Célula R. Outras 54 pessoas foram indiciadas pelo mesmo motivo após as investigações da Operação Ethos, deflagrada pela Polícia Civil com o Ministério Público. De acordo com relatório divulgado pelas autoridades, ela era umas das encarregadas de transmitir os recados dos líderes do PCC presos para que fossem atendidos pelos operadores da organização em liberdade.
Outras seis pessoas também condenadas dentro do mesmo processo e obtiveram penas que variam entre seis e oito anos de prisão, em regime fechado. De acordo com o promotor do caso, Lincoln Gakiya, do Grupo de Apoio ao Crime Organizado, do Ministério Público, ao todo, outros 35 réus já foram condenados e 18 aguardam julgamento. O escritório do Antônio Cláudio Mariz de Oliveira, que representava Luana, anunciou ter renunciado ao caso. Ela acumulava milhares de seguidores nas redes sociais, nas quais costumava publicar fotos de uma rotina que envolvia festas e academia. Depois do mandado de prisão, no entanto, a jornalista excluiu os perfis.
Com Diário de Pernambuco

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